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Todo dia alguém que mora no Rio de Janeiro é encontrado por uma bala perdida. Nunca um encontro marcado, sempre casual. Nem sempre trágico, nunca feliz. É o que mostra um relatório apresentado hoje (30/3) pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Em janeiro foram registrados (lembrando que muitos crimes não são registrados, por vários motivos. Ou seja, esse número pode ser maior) 31 casos de pessoas atingidas por “bala perdida”, aquelas que não encontraram o alvo desejado e se contentaram com outro, que não tinha nada a ver com a história. Na média, um por dia. Três morreram.
Em 2006, foram registradas 224 vítimas, das quais 19 foram vítimas fatais e 205 ficaram feridas.
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Me lembro bem de quando eu estudava em uma escola pública – desde o jardim de infância até o Científico. Não pagar a passagem de ônibus foi uma das melhores coisas que poderiam ter feito por mim – e mais alguns milhares de jovens, que sem isso não teriam condições de ir para a escola.
Um país sem educação é mais fácil de controlar. Um país sem educação é muito mais violento. Violência e educação: intimamente ligadas através da linha do desenvolvimento. Mais de 500 mortos pela guerra não declarada no Rio de Janeiro nos últimos dois meses. Isso tendo o Passe Livre que garante, ao menos, a possibilidade de nossas crianças irem para escola.
Agora está aí a proposta de acabar com o Passe Livre. Menos educação. Mais violência. Vamos esperar outro João Hélio ser arrastado pelas ruas do Rio até a morte e não vamos fazer nada outra vez.
Nossa cidade, nosso estado, está beirando o caos total. O Poder Público, nossos representantes têm contribuído com isso. Fica mais uma vez a pergunta: nós não vamos fazer nada?
Claro que por trás de tudo isso tem o lobby das empresas de ônibus – dizem ter prejuízo. Confundiram “prejuízo” com “deixar de ganhar”. Querem ganhar mais e já estão fazendo por onde. E o pior: o serviço de transporte por ônibus no Rio de Janeiro é pior que o Metrô (que já é ruim. Olhem o que saiu no O Globo:
Passe livre é considerado inconstitucional
Plantão | Publicada em 22/03/2007 às 20h10m
RIO – A Justiça considerou inconstitucional a lei que estabelece o passe livre nas linhas de ônibus do município do Rio de Janeiro para estudantes da rede pública, deficientes e idosos. A decisão já foi publicada no Diário Oficial.
O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) disse que 1,5 milhão de pessoas são beneficiadas pela gratuidade, o que gera um prejuízo de R$ 3 milhões por dia.
O Rio Ônibus informou ainda que vai avisar previamente quando decidir suspender o passe livre, para que a população não seja pega de surpresa. A assessoria de imprensa da prefeitura não quis comentar a decisão.
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Cesar Maia é contra. Olha o que saiu no Jornal do Brasil:
Cesar Maia ameaça encampar empresas de ônibus
Denise de Almeida, Agência JB – 26/03/2007
RIO – O prefeito Cesar Maia disse, na manhã desta segunda-feira, que vai retirar a concessão das empresas de ônibus que não respeitarem o passe livre para estudantes, idosos, deficientes e doentes crônicos no transporte rodoviário municipal. Ele acrescenta que o benefício existe há mais de 20 anos e não faz sentido ser retirado.
- O município encampa as empresas e elas passarão a operar como empresas estatais – reforça Cesar Maia.
Segundo o prefeito, o custo da gratuidade está incorporado ao preço da tarifa.
-Se não fosse desse jeito, as empresas já teriam falido – explica Cesar Maia.
O prefeito se reuniu, na manhã desta segunda-feira, com a juíza titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Ivone Caetano, para tratar de políticas sociais direcionadas a jovens e crianças.
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Os jovens estão fazendo manifestações, mas tudo o que conseguem é apanhar. Apanhar da polícia – pra ir se acostumando, acho.
Abaixo coloco o que saiu nos jornais de hoje:
Passeata contra fim do passe livre reúne 5 mil no Rio
Da Agência Estado
Cinco mil estudantes participaram nesta quarta-feira de uma passeata contra o fim do passe livre, no centro do Rio, de acordo com os organizadores. Os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral e gás de pimenta. Pelo menos seis estudantes foram detidos. Eles prestariam depoimento e seriam liberados. Três PMs ficaram feridos, sem gravidade.
O clima começou a ficar tenso quando estudantes jogaram pedras contra a sede do Tribunal de Justiça do Rio, que declarou o passe livre inconstitucional. Em seguida, os manifestantes se concentraram em frente à Assembléia Legislativa (Alerj) e interromperam o trânsito na Avenida Antônio Carlos.
Policiais do Batalhão de Choque da PM chegaram ao local e partiram para cima dos jovens com o objetivo de desobstruir a via. Os PMs usaram bombas de efeito moral e gás pimenta contra os estudantes, que revidaram com pedras. Teve início o confronto. As cenas causaram desespero em algumas pessoas que passavam pelo local.
A passeata foi organizada por entidades do movimento estudantil ligadas a partidos de esquerda que fazem oposição ao governo Sérgio Cabral Filho, como PSTU e PSOL. Para amanhã, é esperado um novo ato promovido pelo PT e pelo PCdoB.
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Que tal mandarmos e-mails para o nosso governador e encher sua caixa postal?
Aqui vai um modelinho “informal”:
– copiar daqui em diante –
Senhor Governador Sergio Cabral,
O Passe Livre é muito importante, tanto para nossos estudantes, como para os idosos e deficientes. Lembra que o senhor defendia os idosos? Então chegou a hora do senhor defender outras camadas do nosso estado, assim como o estado em si.
Por favor lute pela permanência do Passe Livre.
Cordialmente,
(seu nome aqui)
– cortar aqui –
E-mail do nosso Excelentíssimo Governador: não achei. O máximo que encontrei foi um “Fale Conosco” nesse endereço http://www.sergiocabral15.com.br/faleconosco/contato.php
Parece que o e-mail do líder de nosso estado é secreto. Já o do nosso simpático vice-governador não é tão secreto assim: Luiz Fernando de Souza (Pezão) – e-mail: pezao@vicegovernador.rj.gov.br
Mas não vamos desanimar! Podemos usar essa mesma “cartinha” de forma genérica e enviar para outras autoridades:
Senhor Representante do Povo,
O Passe Livre é muito importante, tanto para nossos estudantes, como para os idosos e deficientes. Chegou sua hora de defender nosso direito à educação, assim como nosso direito de ir e vir.
Por favor lute pela permanência do Passe Livre.
Cordialmente,
(seu nome aqui)
Abaixo colocamos alguns links de autoridades do Rio, com os e-mails que conseguimos localizar:
Página com os E-mails do Vereadores do Rio
Página com os E-mails dos Deputados Estaduais do Rio
Página com os E-mails dos Deputados Federais do Rio
E-mail do Senador Francisco Donelles francisco.dornelles@senador.gov.br
E-mail do Senador Crivella crivella@senador.gov.br
E-mail do Senador Paulo Duque paulo.duque@senador.gov.br
E-mail do Prefeito Cesar Maia cesaremaia@globo.com.com
Vamos fazer algo dessa vez!
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A série continua… Ou deveria dizer “próxima estação”?
Essa foto eu fiz numa noite em que voltava da faculdade. Alguém já tentou pegar um metrô as 10 da noite em direção Tijuca? Ele nunca passa de 3 em 3 minutos (esperei 8 nesse dia) e quando chega tem que ter sorte de não estar lotado – sardinha em lata, é como me sinto as vezes.
Acho que vou começar uma série: “o metrô para o inferno”, ou algo assim. Nesta série vou falando desta maravilha que tenemos sob nossos pés.
Começando a série coloco o anúncio xenófobo que encontrei na parede de um dos vagões.
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Sim: fugimos um pouco do circuito tradicional e fomos para outras praias.
Vejam as belas fotos aqui.
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O economista Marcos Arruda enviou um email no qual relata algumas situações pelas quais passou recentemente. Longe de ser um azarado, Arruda não é nada mais do que uma pessoa normal, que sabe de seus direitos e os reivindica da maneira que pode.
Nos “posts” abaixo ele descreve quatro cenas de problemas que teve com o serviço público, o que tentou fazer para resolver e a resposta obtida. Sua conclusão? Os serviços são pútridos.
Disco 195. Ocupado. Tento várias vezes ao longo de uns 20 minutos. Afinal, trrrrrimmmmmmmmm.
- Cedae, bom dia. Para consertos, aperte 1… para reclamações, aperte .
Quando afinal consigo falar com um ser humano, digo:
- Eu gostaria de dar parte de um escapamento de água na casa no. 107 da Rua João Afonso, no Humaitá. Há vários dias a água escapa por um buraco no encanamento, bem perto do relógio que marca a entrada da água.
- O relógio gira?
- Gira sim. Mas o vazamento já deve ter desperdiçado milhares de litros de água cada dia!
- Para nós isto não importa, porque o inquilino está pagando!
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Salto do carro ao lado de um orelhão duplo, na rua Martins Ferreira. Coloco o cartão telefônico na fenda. O telefone não funciona. Vou para o outro. Mesma coisa.
Pago dois reais para deixar o carro atrás da Cobal. Busco o orelhão próximo à esquina da São Clemente com a Rua Marques. Ele não funciona. Entro na Cobal e busco o orelhão. Ele não funciona.
Martinha, minha irmã, se mudou sábado passado. Havia combinado com a Telemar-Oi de eles fazerem na sexta-feira a transferência da linha da casa antiga para o novo apartamento. Não veio ninguém e ela está sem telefone e sem internet para o fim-de-semana. Ela depende de ambos para o seu trabalho de intérprete.
Interrupções no uso do Velox têm impedido que trabalhemos com a presteza e agilidade que os beneficiários esperam de nós: eu, como consultor econômico, pesquisador e educador, minha mulher como professora e tradutora, meu filho fazendo trabalhos de grupo com colegas, todos nós usando a internet e o correio eletrônico. Em fevereiro passamos cinco dias sem o serviço Velox, que é da Telemar-Oi, privatizada, concessionária monopolista de um serviço essencial nesta e noutras regiôes do país.






