Observatório Carioca


Cena dois
Março 19, 2007, 9:00 pm
Arquivado em: Cotidiano

Salto do carro ao lado de um orelhão duplo, na rua Martins Ferreira. Coloco o cartão telefônico na fenda. O telefone não funciona. Vou para o outro. Mesma coisa.
Pago dois reais para deixar o carro atrás da Cobal. Busco o orelhão próximo à esquina da São Clemente com a Rua Marques. Ele não funciona. Entro na Cobal e busco o orelhão. Ele não funciona.

Martinha, minha irmã, se mudou sábado passado. Havia combinado com a Telemar-Oi de eles fazerem na sexta-feira a transferência da linha da casa antiga para o novo apartamento. Não veio ninguém e ela está sem telefone e sem internet para o fim-de-semana. Ela depende de ambos para o seu trabalho de intérprete.

Interrupções no uso do Velox têm impedido que trabalhemos com a presteza e agilidade que os beneficiários esperam de nós: eu, como consultor econômico, pesquisador e educador, minha mulher como professora e tradutora, meu filho fazendo trabalhos de grupo com colegas, todos nós usando a internet e o correio eletrônico. Em fevereiro passamos cinco dias sem o serviço Velox, que é da Telemar-Oi, privatizada, concessionária monopolista de um serviço essencial nesta e noutras regiôes do país.


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