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Somos vários no ponto do ônibus, na esquina da Voluntários com a Rua Dona Mariana. Várias senhoras esperam pela condução que lhes sirva. Quando afinal o ônibus de uma delas chega perto do ponto, ele vem por fora. Ela se agita. Tem cerca de 75 anos, e não consegue atrair a atenção do motorista com seus gestos ansiosos. O ônibus passa ao lado do que está no ponto e segue adiante, deixando-a para trás, frustrada e impotente.
Chega o meu ônibus. Espero que ele se aproxime do ponto. Ele está atrás de dois outros, que estão parados no ponto. De repente, o trânsito na segunda pista esvazia, o ônibus sai detrás dos outros e arranca, passando ao lado dos outros e enquanto eu fico gesticulando e assoviando no vazio.
Afinal, tomo o ônibus seguinte, uns dez minutos depois. Pergunto ao motorista:
- Está muito quente aqui dentro! Como é que o senhor aguenta trabalhar assim?
Ele coloca a mão no capô do motor e diz:
- Veja como isto aqui aquece. Como é que minha cabeça pode trabalhar bem se está sendo cozinhada pelo calor e pelo barulho durante mais de oito horas por dia?
Os ônibus que servem a cidade do Rio de Janeiro, são construídos sobre chassis de caminhão, pelas grandes transnacionais automobilísticas. Por isso, o motor é na frente e dentro do ônibus, infernizando motorista e passageiros com calor e barulho acima do tolerável. Se a isto se acrescentam os freios mal regulados, que assoviam cada vez que o motorista tem que fazer o ônibus diminuir a velocidade ou parar, temos aí uma combinação literalmente intolerável. Recordemos que as linhas de ônibus são concessionárias privadas da Prefeitura Municipal. É ela a responsável por garantir os bons serviços dessas linhas ao público.
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Ponho o carro em marcha para descer a rua João Afonso. A rua ainda é calçada com paralelepípedos. Isto não seria problema, se a Prefeitura tivesse um serviço de manutenção alerta e eficiente, como é o caso da Prefeitura de Paris em relação a grande parte das ruas e praças da cidade, que também são calçadas com paralelepípedos. Quando dirijo o carro para o meio da rua, o peito de aço que protege o chassis raspa nas pedras fazendo um barulho arrepiante de metal sendo ferido.
A rua está dilacerada como se tivesse havido um bombardeio aéreo localizado sobre ela. A parte da rua em que moramos é uma ladeira de uns 40 graus de inclinação. Em frente do número 80 existe uma área de pedras deslocadas, colocadas dentro do buraco que as contém sem qualquer arranjo ou fixação. A área cobre metade da largura da rua de uma calçada à outra. Em frente do número 75 existe um buraco sem pedras, de uns 40cm de profundidade e meio metro de largura, bem no meio da rua. Algumas partes da rua apresentam corcovas, pois a terra sob o calçamento deslizou com as chuvas abundantes do mês de janeiro, deslocando os paralelepípedos e facilitando seu desprendimento. Alguns deles estão pousados no meio fio, e alguns moradores e outros motoristas que estacionam nesta rua (professores do Colégio Pedro II e do Pedrinho são os mais frequentes) os utilizam para calçar as rodas a fim de que não deslizem.
A presença desses dois colégios na esquina e no interior da rua João Afonso são um tormento para os moradores da parte alta da rua. Todo dia de aula, de 7h30 às 8h, de 12h30 às 13h e de 17h30 às 18h é quase impossível sairmos de carro porque as vans e os carros que trazem os alunos e alunos bloqueiam o trânsito. Muitas vezes há conflito entre quem sobe e quem desce. Um só carro de um motorista indignado é capaz de bloquear a rua de 10 a 15 minutos, porque ele quer a prioridade de passagem. Os podres poderes do Município jamais tomaram conhecimento das nossas queixas. Os moradores já fizeram abaixo-assinados e petições, sem obter qualquer retorno.
Conclusão
Quanto o Estado é privatizado, corrupto, podre, os serviços deixam de ser públicos para tornarem-se pútridos.
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Um cadáver é abandonado dentro de um carro na Av. Vieira Souto, em frente à praia de Ipanema. É removido em pouco mais de uma hora. No mesmo dia, outro corpo é deixado, supostamente por traficantes, junto ao meio-fio de uma rua na Tijuca, na Zona Norte. Mal-disfarçado por um cobertor, ali permanece durante mais de cinco horas.
As mortes são iguais. Muda o cenário. E isso faz toda a diferença.
Cerca de 50 integrantes do movimento Rio de Paz fincaram 700 cruzes de um metro de altura cada na areia da praia em frente ao Copacabana Palace, na manhã deste sábado.
Segundo os manifestantes, que usam camisetas pretas e ficarão no local até às 12h30m, cada cruz representa uma vítima de violência no estado neste ano.
O protesto deste sábado foi mais um que não conseguiu reunir muitas pessoas, apesar da onda de violência em todo o estado. Apenas entre a noite de sexta e a madrugada deste sábado, um PM foi baleado num assalto em Coelho Neto, um adolescente foi encontrado morto em Belford Roxo, um jovem foi baleado em assalto em Macaé, a filha de um PM foi baleada em tentativa de assalto na Via Light e um rapaz foi morto a tiros e facadas em São Gonçalo.
Manifestação nas escadarias da Alerj reuniu 20 pessoas
Na sexta-feira, apenas cerca de 20 manifestantes, entre eles Tico Santa Cruz da banda Detonautas e alguns atores, participaram na tarde desta sexta de um ato de repúdio à violência na escadarias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), na Avenida Presidente Antonio Carlos.
Durante o protesto, em discursos esporádicos, Tico Santa Cruz e atores fizeram críticas ao estado pelo descaso com a violência e contra o mau uso do dinheiro público. Os manifestantes usaram sacos plásticos pretos para se cobrir e derramaram tinta vermelha nas escadaria, simbolizando as vítimas da violência na cidade. O grupo também exibiu faixas dizendo que onde não há educação, há violência. Segundo Santa Cruz, que perdeu o amigo Netinho, da mesma banda, assassinado por assaltantes, a população precisa tomar consciência de que é se movimentando que vai conseguir mudar alguma coisa.
“Para a gente conseguir uma sociedade em paz, a gente precisa oferecer condições para que isso aconteça. Então, o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a violência e para a responsabilidade dos nossos governantes”, afirmou Tico Santa Cruz em entrevista ao RJ TV.
Morte de menino de seis anos gerou indignação em todo o país
Apesar da pouca mobilização gerada por manifestações e protestos em geral na cidade, quase todo mundo sabe que é preciso mudar. No início do mês, na missa de sétimo dia de João Hélio, os pais do menino já haviam reclamando da falta de autoridades – policial ou do governo – e de público na Igreja. Parentes de outras vítimas de violência chegaram cedo à Igreja da Candelária para prestar homenagem à família de João Helio, mas o público foi menor que o da missa de sétimo dia. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes.
“Eu não posso crer que, nesta cidade, na hora do almoço, a gente não consiga colocar aqui mais de mil pessoas”, indignou-se, chorando, Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort.
As mortes de um menino de seis anos, arrastado num carro por sete quilômetros; de uma pré-adolescente de 12, vítima de tiro em operação policial numa comunidade carente; e de um rapaz de 18, baleado com outros colegas na porta do colégio onde estudava, são absurdas e chocaram o país. Assim como chocam as imagens de policiais armados de fuzis revistando, em nome do combate ao crime, mochilas de crianças de 5, 6 e 7 anos com uniformes de escolas públicas. É preciso mudar o absurdo quadro de policiais mortos em seqüência (12 nos últimos sete dias) e de inocentes atingidos por balas perdidas. Mas o que fazer para mudar?
Especialistas e opinião pública divergem dos caminhos a seguir.
Nesta mesma sexta da manifestação, mais gente morreu em operação na Favela Antares, na Zona Oeste. Nesta mesma sexta, uma das vias expressas da cidade foi novamente fechada por causa de tiroteio. Na noite anterior, tiros levaram pânico a um dos redutos mais charmosos e conhecidos da boemia carioca, o Baixo Gávea.
“Não sinto raiva do homem que fez aquilo. Tenho raiva é do Estado. Se ele fez aquilo, foi porque não teve condições de estudar como eu. O Estado não faz nada”, desabafa a modelo Bia Furtado, que escapou da morte após ser queimada com outros passageiros num ataque a ônibus em que morreram nove pessoas.
O cartunista André Dahmer, criador do site Rio Body Count, que contabiliza o número de mortes violentas ocorridas no Rio, alerta:
“A violência não será contida por esse estado truculento que fizemos para nós. A paz vai se fazer com uma contrapartida, que é gerar oportunidade. O garoto de 10 anos tá lá na Maré soltando pipa. Alguém vai buscar os serviços dele. Paz pela paz não é presente de Papai Noel. Os cariocas não vão ganhar a paz de Natal. A gente precisa mudar o foco da discussão”.
A Agência O Globo é a fonte dessa notícia.
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Senhoras e senhores,
Sei que todas as mídias têm colocado esse tema em pauta, mas nunca é demais. Já ouvi várias histórias de pessoas que passaram por essa situação, mas nunca havia conhecido ninguém – até agora. A mãe da minha filha passou recentemente por isso. Acho que ainda estou me recuperando do susto – e agradecendo a Deus todos os dias por não ter passado nada mais grave. Temos muita sorte.
Abaixo, coloco o e-mail que foi enviado aos amigos com detalhes do que aconteceu.
“Bom, (…) vcs devem ler com atenção para que essa situação não se repita
tão facilmente.
Com certeza todos vcs conhecem aquele golpe onde marginais ligam para a casa de alguém dizendo que estão mantendo um membro da família como refém e pedindo objetos de valor e dinheiro para liberar a pessoa que pegaram.
Pois bem, apesar de me considerar uma pessoa bastante informada, infelizmente ontem, eu caí nesse golpe.
Para evitar que pessoas conhecidas (ou não) também caiam, resolvi relatar a minha experiência com todos os detalhes para que vcs possam saber como agir se por acaso acontecer com vcs.
Ontem, por volta das 21:30, o meu telefone fixo tocou e quando atendi uma criança com a voz MUITO parecida com a da minha filha começou a gritar e chorando muito, disse: “Mamãe, socorro! Ele me pegaram! Vem me salvar!”.
É claro que na hora tentei acalmar a minha suposta filha e nessa acabei dando o nome dela para os marginais. Em seguida um homem pegou o telefone e disse que estava com a minha filha, que eu ficasse calma e seguisse as instruções e que se eu não tentasse nada, tudo acabaria bem. Então, ele me pediu o n° do meu celular, mandou deixar o fixo ligado porque ligaria direto para o celular (na hora eu não raciocinei direito, só depois me toquei que se eu tivesse usado o fixo para tentar falar com a minha filha que estava na casa do pai, iria dar ocupado do mesmo jeito se ele tentasse ligar).
Ele me perguntou o que eu tinha de valor em casa e que pudesse ser facilmente transportado em uma bolsa sem chamar a atenção. Disse a ele o que eu tinha. É claro que ele também me pediu dinheiro, me mandou ir ao
banco tirar tudo o que tivesse. Quando cheguei ao banco, a agência estava fechada por ser fim-de-semana, então fui até outro caixa eletrônico em um mercado, mas este estava quebrado (um golpe de sorte). O TEMPO TODO ELE ESTAVA AO CELULAR COMIGO. Eu disse a ele que não consegui sacar nada e expliquei o motivo. Então ele me disse para pegar um táxi até Copacabana e chegando lá ele me daria mais instruções, mas que eu não desligasse o celular.
Chegando em Copa ele me disse para sair do táxi na praça do Lido e que fosse andando seguindo o fluxo dos carros na Atlântica. Depois de uns 3 quarteirões ele disse que os “homens” dele estavam descendo do morro
Chapéu-Mangueira em dois carros, a minha filha no da frente só com o motorista e o resto do bando no segundo carro.
Depois de uns dez minutos (SEMPRE COM O CELULAR LIGADO) ele descreveu a minha roupa e a bolsa que eu estava levando e perguntou se era eu mesma de acordo com a descrição, respondi que sim, e então ele me
mandou ficar junto aos carros estacionados na Atlântica, colocar a bolsa entre dois deles e esperar mais um pouco. Logo depois ele me disse para deixar a bolsa e o celular e ir até a outra esquina porque a minha filha estaria me esperando lá. Quando cheguei na esquina é claro que não havia nenhuma criança, e ainda assim resolvi esperar alguns minutos.
Enfim, quando percebi que nenhuma criança iria aparecer resolvi procurar ajuda, e tentar ligar para alguém, mas, como era de se esperar nenhum orelhão estava funcionando, ou eu no meio do nervosismo não fui capaz de ligar direito, sei lá.
Então, eu vi um camburão da polícia, fui até lá e expliquei o que tinha acontecido. Na mesma hora todos os policiais disseram que eu provavelmente tinha caido em um golpe, mas para descartar qualquer dúvida,
tínhamos que tentar localizar a minha filha.
Depois de algum tempo eu consegui falar com ela e tive a certeza de que tudo estava bem.
No fim das contas o prejuízo material não foi alto, eu estava bem, a minha filha estava bem… Mas as duas horas de terror que passei não serão esquecidas tão facilmente.
Eles vão direto no ponto fraco da gente, que são as pessoas que amamos.
Eles agem pelo menos em dupla, o bom e o mau. Um que te acalma e promete não fazer nada e outro que te apavora o tempo todo. A própria vítima é quem dá os dados de que eles precisam, como o nome do suposto refém.
Se algo parecido acontecer com vcs, tentem falar com outra pessoa para tentar localizar o suposto refém (vizinhos, porteiro, msn qq um).
Isso é muito sério, não há muito que possamos fazer para nos proteger, mas sabendo a maneira como eles agem, talvez possamos impedir que mais alguém caia no golpe.
Por favor, repassem essa informação para os seus amigos e familiares”.
Depois desse episódio, os bandidos ligaram outra vez – desta vez com uma voz de menino pedindo socorro e se fazendo passar por meu filho. Infelizmente não fui frio o suficiente para mantê-lo ao telefone enquanto tentava localizá-lo e ele desligou.
Mais um capítulo de nossa novela…
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…escreveu esse texto abaixo (que copio de meu e-mail) sobre o tiro que um outro amigo nosso levou. Ele agora está se recuperando. Teve muita muita muita sorte.
Mário: melhore rápido!!!
“Queridos Amigos e Amigas,
Boa tarde,
Simplesmente eu não tenho palavras ´para falar sobre o que aconteceu com o nosso amigo, por que ele teve sorte, mas infelizmente, pessoas como o menino João Hélio, Gabriela ( a menina morta no metro, 2004) como vários outros não tiveram a mesma sorte.
Há uns dois anos, também fui vítima de um assalto violento, sem maiores conseqüências além de um grande susto. Mas ao receber a notícia do que se deu com o Mário, fiquei simplesmente gelada e a sensação que senti a dois anos atrás voltou. Penso numa série de coisas, como por exemplo…
Ele, o Mário é um cara amigo, um pai, marido, filho, trabalhador e conquistou tudo o que tem por seu trabalho e perseverança. Claro que quando esse tipo de coisa acontece, as qualidades são ressaltadas e os erros ficam pequenos perto disso tudo.
Mas o que não podemos aceitar é continuar sendo vitima de uma série de erros, como a falta de punição aos criminosos que se sentem inimputáveis, que não tem nada a perder e que conseguem uma liberdade provisória por bom comportamento?!?! Que pais é esse? Os nossos impostos são usados pra manter esses bandidos na cadeia. O mínimo que eles podem fazer é seguir as regras impostas, já que não estão aptos para conviver em sociedade, com as pessoas de bem.
Essas mesmas pessoas que perdem seus filhos, amigos, parentes, amores, que se escondem dentro dos seus condomínios, e demais aparatos de segurança.
Isso resolve por um tempo, mas já não ajuda mais. A violência e o medo, tomam conta da cidade, e não só do Rio: cada cidade tem o seu tipo de violência e a realidade de cada uma é diferente.
Sendo assim, não podemos simplesmente nos conformar e fingir que nada aconteceu, não podemos deixar que essas coisas aconteçam em vão. Isso é uma vergonha e um total desrespeito com as vitimas dessa balburdia que vivemos.
E se o nosso amigo, não estivesse mais ao nosso lado, só nos restaria chorar ?!? Não, temos que mudar esse quadro, exigir sim que as leis sejam votadas e aplicadas e respeitadas nesse país.
Não tem um melhor momento, a hora é agora, o momento é hoje.
O caso do menino João Hélio saiu em todos os jornais e chocou o país, por que foi um ato extremo, brutal e covarde. Mas quantos Mários tem suas vidas brutalizadas todos os dias e nem viram manchete de jornal?
Por isso, nós temos que fazer a nossa parte. Principalmente aqueles que como eu, amam e querem trabalhar em prol dos Direitos Humanos dos Homens de bem, e não dos bandidos, que afirmam em cadeia nacional: Não me arrependo e faria tudo novamente.
Temos que fazer barulho, pois quando todos se unem de verdade por um ideal, podemos mudar até o presidente e fazer história. As palavras não bastam, é preciso agir.
Peço desculpa a todos os colegas que leram esse desabafo, mas eu simplesmente tinha que dividir isso com vocês. E deixo aqui a idéia de fazermos alguma manifestação, algum ato, de chamar atenção de alguma forma, para que possamos fazer com que atos como esse não sejam mais em vão.
Um grande abraço,
Carolina Dias.
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”
!!!!PAZ!!!!”
Valeu, Carol!
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“Um grupo de estudantes que conversava na frente da escola onde estudam, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, foi baleado ontem à noite por homens que passaram atirando de dentro de um carro. Segundo a polícia, um jovem morreu e oito ficaram feridos. Os nomes das vítimas e seu estado de saúde ainda não foram divulgados”.
Nossa vida é uma loteria!! Nunca sabemos quando seremos mortos!! Nossas crianças estão indo para o abate como gado!! Socorro!!!
E podemos protestar? Acho que não…
“Rio de Janeiro – O enterro do motoboy Jackson Vieira da Silva, de 25 anos, atingido por bala perdida no sábado, foi marcado por confronto entre policiais militares e amigos do rapaz que faziam um protesto pacífico. Um PM fez disparos para o alto, enquanto outro atropelou, com o carro da corporação, motos usadas para fechar a via em frente ao Cemitério de Inhaúma (zona norte do Rio de Janeiro). Houve correria, mas ninguém ficou ferido. O caso foi encaminhado para a Corregedoria da PM. Em uma semana, quatro pessoas foram mortas por balas perdidas no Rio. Um dos policiais apontou o fuzil para os manifestantes e os ameaçou. Os PMs contaram que reagiram depois que o carro em que estavam foi apedrejado”.
Quem começou a discussão? Ninguém sabe e tampouco importa. O que importa é que estamos morrendo à prestação. O que faremos? O que realmente queremos para nossa cidade e para nossas vidas?
Socorro!… Mas será que adianta gritar?






