Observatório Carioca


Várias maneiras de se ver o Cristo
Maio 26, 2007, 11:43 pm
Arquivado em: Fotos

As fotos deste post encontrei na web, no blog literaturaeriodejaneiro.blogspot.com, e foram finalistas do concurso Imagens do Cristo promovido pelo Jornal do Brasil, em parceria com a Oi, tendo sido publicadas em encarte especial do jornal em 19 de novembro de 2006.

AlaorModesto

ArthurGuilhermeEder

ArthurGuilhermeEder2

CristianoGoldenberg

DiogoDeSouza

FabioFernandes

Ivo Korytowski

LucioViannaAlves

LuizMauroGomesSilveira

PedroAriasMartins

RogerioBandeira

RogerioHaesbaert

SorayaVillani

Depois disso tudo, aproveita e vota no Cristo!



592 – Do Leme para Rocinha
Maio 23, 2007, 8:46 pm
Arquivado em: Cotidiano, Fotos

Gente: que ônibus é esse? Estou com dificuldades para encontrar as palavras que poderiam descrever tal linha… Demora meia hora para passar; quando passa não para no ponto; quando para está lotado… Em resumo: um total descaso com os/as usuários/as.
Coloco em seguida algumas fotos!

592

592 lotado



Próximo ao Sambódromo…
Maio 21, 2007, 4:08 am
Arquivado em: Fotos

Ruas muito legais para conhecer um pouco mais sobre a história da cidade.

PM

PM 2



Mais uma do Maracanã
Maio 17, 2007, 6:26 pm
Arquivado em: Cotidiano

Novamente no Maracanã, casa cheia. Chego atrasado. Jogo marcado para as 21h45, saio da confusão da Praça da Bandeira às 21h20. Carros estacionados por toda a Radial Oeste, tanto na pista quanto nas calçadas. Decido fazer a volta, pegar a pista sentido Centro para facilitar a saída após o jogo.

Tudo ainda lotado. Não há onde estacionar. Deixo longe do estádio mesmo, na faixa da Radial Oeste. Com medo de roubarem o carro (são tantas pessoas gritando ‘vem comigo, patrão!’, que uma poderia facilmente se enfurecer com o patrão e levar-lhe um bem), procuro um policial.

Paro o carro. “Por favor, é seguro parar aqui? Vai ter polícia a noite toda?”  (o local de estacionamento é longe e muito pouco iluminado, bem depois do antigo Museu do Índio, daí a pergunta)

- Seguro em relação a quê?, responde o homem da lei.

- Sei lá, dá pra parar aqui na boa?

- Você quer saber em relação a roubo? (Na verdade, a intenção era essa, mas dada a cara de ‘tô nem aí’, mudo o foco)

- Tá, entendi. Me diz uma coisa: vai ter reboque hoje? (só me faltava ter o vidro do carro quebrado e ainda por cima rebocarem o veículo)

- Da última vez, não teve. Mas sabe como é, né? Quem não paga estacionamento sempre pode ser rebocado.

O “estacionamento”, no caso, era um senhor de uns 40 anos, barrigudo, que aguardava o fim da minha conversa com o policial para abrir a porta do carro e me dizer “dez conto, irmãzinho”.

Olho para o policial, ele não está nem aí. “Amigo, dez reais não rola. Te dou três. É mais que o vaga-certa”.

- Meu patrão, é o seguinte: são dez conto (sem o S mesmo).-

- Dez não dá. Te dou cinco e vamos que o jogo já vai começar.

- Deixa dez aí, parceiro. É segurança total. Até o PM vai ficar aí para olhar. (Ou seja, o cara já terceirizara o policial).

Deixei cinco na mão dele e me fiz de desentendido. Andei. Na volta, feliz pela vitória, temi pelo carro (poderia ter sido rebocado ou roubado, afinal). Estava lá.  Assim como o vaga-certa, que me cobrava dois reais, não pagos.

“Não dá, já dei cinco pro teu amigo mais cedo”.

- Ah, é, então deixa…

O carro estacionado logo atrás, caiu no golpe e deu mais dois reais.

E ali ainda vai ser realizado o Pan-Americano.



Meia Confusa
Maio 7, 2007, 3:29 pm
Arquivado em: Cotidiano

Quarta-feira, Maracanã, jogo do Fluminense pela Copa do Brasil. Há algum tempo o estádio passou a aceitar carteira de estudante para conceder meia-entrada. Lá fui eu comprar o ingresso a cinco reais para a minha irmã, que estava comigo. Apenas duas bilheterias vendem a esse preço, a oito e a cinco.

- É por causa do computador. Inserimos o número da identidade e do documento no sistema para não haver fraudes, disse uma das bilheteiras.

Chego à bilheteria oito. Dos dez guichês, apenas três vendem a meia. As filas não andam, dada a necessidade de registrar tantos números. Mas essa não é a única causa da demora. O sistema, aparentemente anti-fraude, é fraudado. E muito.

Um torcedor, ao meu lado, depois de muito discutir com a bilheteira, que insistia em dizer que ele já havia comprado ingresso, chamou um policial. Explicou a situação ao PM, que (surpreendentemente) lhe deu atenção e foi com ele até o guichê.

-Minha querida, houve algo de errado. Conferi todos os documentos do rapaz, são originais, e ele me garante que ainda não comprou ingresso.

- Mas a identidade dele já está no sistema. Não posso fazer nada.

Torcedor: mas como minha identidade está no sistema se eu acabei de chegar ao estádio e ainda não comprei?

A bilheteira não responde. O policial a obriga a vender pela metade do preço. “Dá um jeito. O cidadão está no direito”.

Ele consegue o ingresso e sai reclamando. O policial recomenda que ele se encaminhe a alguma delegacia ou mesmo à estação da PM do Maracanã para formalizar a queixa. Sua identidade havia sido falsificada, provavelmente.

Enquanto isso, dois cambistas rondam a fila anunciando “ingresso na minha mão, sem fila, a dez reais”. Se o preço normal é dez, ele precisa ter comprado por cinco para ter algum lucro.

Onde está o falsificador? Como conseguiu comprar vários ingressos? Por que o gentil PM não fez nada?

Imagino essa fila em uma final…



Observatório no Recife
Maio 2, 2007, 9:35 pm
Arquivado em: Cotidiano, Geral

O Observatório Carioca andou meio abandonado: fui passar uns dias em Pernambuco. Trabalhei lá com algumas organizações sociais e aproveitei para conhecer um pouco mais a região. Fiquei ali em Recife – cidade muito bonita, que também aspira por cuidados. Depois vou colocar umas fotos aqui.

Lá em Recife fiquei sabendo do rapaz que parou o carro no cruzamento e dormiu: cada coisa! E, é claro, soube da morte de mais uma pessoa – uma jovem que voltava com os amigos de um passeio. Ontem fuzilaram policiais lá onde mataram o João Hélio.

—x—

O Observatório Carioca possui colaboradores – não é apenas uma pessoa que coloca essas coisas aqui. Porém, parece que meus companheiros e minhas companheiras de observação estão observando outras áreas. Então, aproveito e faço um convite: se você é uma pessoa que gosta de escrever (não precisa ser super bem) e gosta do Rio de Janeiro, aqui é seu espaço! Contribua conosco para criarmos um grande “observatório cidadão”.

Me manda um e-mail: cantoniorj@gmail.com que eu envio um convite pra você.