Observatório Carioca


Jovens são presos por pintar o Cauê armado
Julho 24, 2007, 4:08 pm
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Jovens são presos por pintar o Cauê armado

Caue Cao

Um deles defendeu-se dizendo que: “O boneco símbolo do Pan armado com um fuzil não é apologia ao crime. É um protesto contra o gasto absurdo com o evento enquanto nada é feito para ajudar as pessoas. O Cauê é só propaganda do Cesar Maia. A repressão policial só aumenta nas favelas e os inocentes é que pagam a conta”.

Veja aqui no http://palavrasinistra.blogspot.com/



RJ apreende 700 explosivos por ano
Julho 19, 2007, 12:40 am
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Polícia do Rio de Janeiro recebe em média duas chamadas por dia sobre ameaça de bomba; curso ensina PM a lidar com locais suspeitos

TALITA BEDINELLI
da PrimaPagina

A Polícia Civil apreende entre 700 e 800 bombas por ano no município do Rio de Janeiro, o que inclui artefatos caseiros, improvisados com materiais vendidos legalmente, e até explosivos industriais, de uso exclusivo das Forças Armadas. Os artefatos são descobertos por meio de investigação da própria polícia ou por ligações telefônicas envolvendo ameaças de bomba — a CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) atende em média duas chamadas desse tipo por dia, embora nem todas se mostrem verdadeiras. Para ajudar a combater melhor essas ocorrências, o Ministério da Justiça e o PNUD organizaram um curso voltado para policias que lidam com bombas.

“O brasileiro está acostumado à idéia de que bombas são aquelas que aparecem na série 24 Horas, em que o agente acha uma ogiva nuclear e tem que cortar o fiozinho vermelho ou o amarelo”, diz o inspetor do esquadrão antibombas da CORE Luiz Fernando Tinoco, referindo-se ao seriado norte-americano em que um agente tem de solucionar ameaças terroristas. “Mas a coisa não é bem assim. A maioria dos explosivos é feita com materiais caseiros, achados no posto de gasolina. O do atentado de Oklahoma City é um exemplo”, ressalta, citando ataque nos EUA que matou 168 pessoas, em 1995, com uma bomba feita com nitrato de amônio, que é usado em fertilizantes.

Em média, três pessoas por ano morrem no Rio de Janeiro vítimas de bombas, segundo o inspetor da CORE. “Mas o que acontece no mundo pode acontecer aqui também. Por isso, é importante agir”, diz a chefe do grupo de bombas e explosivos da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Patrícia Souza da Costa. “A polícia apreendeu há pouco tempo um caderninho no Morro do Alemão que ensinava a colocar minas”, exemplifica. “As granadas podem ser feitas com pedaleira de bicicleta e pregos. Agora existem coletes com bombas que são colocados nas pessoas durante um seqüestro relâmpago. E é possível aprender a fazer tudo isso pela internet”, afirma ela.

Tinoco e Patrícia são professores do curso “Técnicas relacionadas à prevenção e controle de ameaças e sinistros de natureza nuclear”, organizado pela SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública, ligada ao Ministério da Justiça), em parceria com o PNUD. A atividade divide-se em seis etapas e já capacitou 1.233 policiais de várias partes do Brasil. O próximo módulo do curso será, pela primeira vez, sobre “Gerenciamento de Locais sob Ameaça de Bombas”, que acontecerá entre 6 e 10 de agosto no Rio de Janeiro.

A capacitação vai atender 23 policiais militares cariocas. “Eles são normalmente as primeiras pessoas do poder público que chegam ao local e têm contato com o fato”, diz Patrícia. O curso vai ensinar as medidas que devem ser tomadas em um local sob ameaça de explosivos. “Primeiro, eles precisam analisar se ainda existe algum perigo, incêndio, fio solto, uma outra bomba no lugar. Depois, ver se existem vítimas e acionar as demais unidades necessárias”, explica Patrícia. O local deve ser isolado para que o maior número de provas possíveis seja mantido, frisa a instrutora. “Também orientamos que o policial, ao entrar no lugar, mantenha o rádio e o celular desligados, porque o explosivo pode ser acionado por ondas magnéticas”.

Uma notícia bombástica! A fonte é o PNUD.



Rio: aumenta o número de mortos em confronto com a polícia
Julho 18, 2007, 1:42 am
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A polícia do Rio de Janeiro em quatro meses matou mais civis do que toda a polícia dos Estados Unidos durante o ano passado. Lá foram 375 mortos. Neste ano, até o mês de abril, 449 pessoas foram assassinadas em supostos conflitos com a polícia no estado, enquanto isso, o número de policiais mortos é de apenas dez. De acordo com o estudo do professor da Universidade de Nova York, Paul Chevigny, a polícia matou 41 pessoas para cada agente policial assassinado. Caso a média se mantenha, os números de 2007 devem ser 36% maiores comparados com o ano de 2006.

Para a Secretaria de Segurança Pública do governo Sérgio Cabral (PMDB) o elevado número de mortes é conseqüência de uma política “mais ativa”. A média de pessoas mortas pela polícia na gestão de Cabral até abril é de mais de três por dia.

Diante desta postura do governo, diversas organizações estão criticando a violência e o caráter de classe assumido pela polícia. Em carta lançada na semana passada, movimentos sociais denunciaram a ostensividade policial voltada somente para a população pobre e o extermínio sistemático de jovens das favelas promovido em nome da política de segurança. Na última sexta-feira (13), um conjunto de movimentos organizou um ato público para protestar contra ocupação militar de bairros pobres, expulsão violenta de famílias que possuem casas localizadas ao redor dos estádios e vilas olímpicas e perseguição aos vendedores ambulantes e aos moradores de rua.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.



E na Siqueira Campos?
Julho 17, 2007, 2:19 am
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Hoje peguei o bom e velho metrô – como sempre, uma aventura – em direção a Ipanema. Resolvi ver se o tal serviço de ônibus-metrô funcionava bem. Resumindo os acontecimentos, o tal ônibus que sai da Siqueira Campos funcionaria se ele conseguisse sair da Siqueira e chegar até a Atlântica em menos de 15 minutos.

O problema é o seguinte: ficam 500 carros parados em frente ao Mundial, e em outras partes da rua, o que é proibido. Não estão estacionados – tem gente dentro – mas estão irregulares e atrasam todo o trânsito. Pergunta: onde está o guarda de trânsito neste momento? A melhor resposta vai ganhar um prêmio surpresa.



Pétalas perdidas
Julho 11, 2007, 6:41 pm
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O país está pagando um preço elevado pela tolerância histórica com o consumo e o tráfico de drogas. Agora, para recuperar a autoridade sobre áreas que os traficantes dominaram, o governo do Rio de Janeiro – com o apoio do governo federal – está travando verdadeiras batalhas nas favelas cariocas, inclusive com vítimas inocentes. Neste cenário, é ao mesmo tempo contundente e polêmica a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que “bandido não deve ser tratado com pétalas de rosa”.

Não deve mesmo! Da mesma forma como inocente não deve ser executado sob o pretexto de que este é o preço para combater a criminalidade. Esta explicação pode ser confortável para quem está longe da zona de guerra, mas é trágica para os infelizes forçados pela exclusão social a conviver numa área comandada pela criminalidade. Por isso, chega em boa hora a decisão do governo federal de, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos, complementar a repressão ao crime com investimentos sociais importantes e ações preventivas.

A ausência do Estado em áreas de sua atribuição está entre as razões do descontrole da criminalidade num dos Estados mais importantes do país, com prejuízos evidentes para a qualidade de vida da população e para os investimentos, incluindo uma importante fonte de renda como o turismo. Estimulado ao longo de décadas pela omissão de governantes, o vácuo de poder acabou sendo preenchido por líderes do crime. Nas próprias favelas ou de dentro das prisões, munidos sempre do que há de mais moderno em tecnologia e de armamentos freqüentemente superiores aos da polícia, os criminosos passam a se incumbir cada vez mais de encargos típicos da área policial e de assistência social, para faturar com atividades como o narcotráfico e o contrabando. Em conseqüência, transformam moradores de comunidades mais violentas em reféns, interferindo até mesmo no seu direito de ir e vir. Evidentemente, esse é um processo que precisa ser rompido de vez, para que o Estado possa recuperar o espaço perdido para a criminalidade.

O poder público tem, sim, o dever de restabelecer a ordem e o estado de direito junto a esta parcela da população que se julga acima da lei. Fundamentais num primeiro momento, porém, essas ações são insuficientes, por si só, para assegurar tranqüilidade a quem convive num meio urbano marcado pela miséria, pela ausência de infra-estrutura adequada, por serviços públicos nulos ou degradados, pela dificuldade de acesso e até mesmo pela falta de transporte coletivo. Daí a importância de o anúncio para o Rio ter incluído uma série de iniciativas na área de urbanização e de saneamento básico, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contemplam inclusive as sempre preteridas favelas.

O desafio dos governantes – no Rio e nos demais Estados – é conjugar a repressão necessária ao crime com ações preventivas que evitem a formação de mais criminosos. Nem pétalas de flores para bandidos, nem balas perdidas para inocentes. A derrota do crime exige também uma guerra sem armas, que proporcione a todos os brasileiros oportunidades consistentes de dignidade e ascensão social.

“Nem pétalas de flores para bandidos, nem balas perdidas para inocentes”

Encontrei no Diário de Cuiabá.