Observatório Carioca


Aqui jaz mais uma criança
Agosto 6, 2007, 3:26 pm
Arquivado em: Cotidiano

Aí está: mais uma criança vítima da violência. Já são 3.500 mortos, aproximadamente, desde o ano passado.

Eu tenho uma filha da idade dessa jovem. Não quero pensar em como estão o pai e a mãe dela nesse momento. A dor deve ser insuportável… E o que essa criança estava fazendo? Estava passeando, voltando para casa. Uma CRIANÇA, caramba!! E aquele senhor aposentado que foi sacar um dinheiro no caixa eletrônico e tomou um tiro na cabeça? POR NADA!! Foi morto por um louco homicida, por razão nenhuma.

Ontem, quase que o caso do João Hélio se repetiu: roubaram o carro de uma senhora aqui na Tijuca, e seu neto estava dentro. Desta vez os bandidos pararam e permitiram a retirada da criança, mas foi por pouco.

Não podemos esquecer do arrastão na Gávea – porque como parece um crime “menor” não se dá muita importância. Mas olhem só: crime é crime.

Abaixo a notícia da morte da pequena Tatiane.

Morre adolescente baleada em Olaria

RIO – A menina Tatiane Trajano de Santana, de 13 anos, atingida no fim da tarde de sábado por um tiro no tórax, em Olaria, morreu no início da tarde deste domingo. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, a menina teve uma parada cardíaca e os médicos do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, tentaram reanimá-la, sem sucesso.

Tatiane estava com a bala alojada na coluna e sofreu várias lesões vasculares. Neste sábado, ela tinha passado por uma cirurgia após ser baleada, por volta das 17h30m, na calçada da Avenida Darcy Bittencourt Costa, quando estaria voltando para sua casa, no conjunto residencial da PM, na Rua Álvaro Antonio Sauka. Segundo policiais do 16º BPM (Olaria), o disparo teria partido da Favela da Pedra do Sapo, no Complexo do Alemão. A PM afirma que não havia qualquer operação na comunidade no momento em que a criança foi ferida.

Encontrei a notícia no Globo Online.



O FALSO PARAÍSO DO PAN – Sobre a fachada que foi a segurança ostensiva durante o evento
Agosto 2, 2007, 1:46 am
Arquivado em: Artigos, Geral

Autor: Demétrio Sena

Até às vésperas do início dos jogos panamericanos, o centro do Rio estava o mesmo inferno de sempre. A violência vitimando como é de costume, por meio de balas perdidas, guerras entre o tráfico e a polícia, e um sem-número de assaltos nas principais vias do país. Uma situação que dificilmente se resolveria da noite para o dia seguinte, como fizeram crer na estréia do evento, os grandes órgãos de mídia de todo o país.
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