Observatório Carioca


Bater em prostituta, travesti, mendigo, índio e negro pode? by Página do Microcrédito
junho 28, 2007, 7:06 pm
Filed under: Cotidiano, Eventos

Uma notícia deixou estarrecidos todos os que sonham com um mundo novo, justo e solidário, ou como diria Platão, se “pautam pelo bem comum e lutam contra a ignorância”. Trata-se do espancamento da trabalhadora doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, por jovens moradores da Barra da Tijuca quando a moça esperava um ônibus, às 5h, da manhã, para ir ao médico, no último sábado. O quadro sem enfeite é o seguinte: filhos de papai bem alimentados se divertem em bater em trabalhadora indefesa.

A explicação dos criminosos é que pensavam que era uma prostituta. Impossível não associar este crime ao assassinato do índio Galdino quando jovens brasilienses, com o mesmo perfil dos cariocas, se divertiram em incendiar um índio pataxó que dormia em um abrigo, em Brasília, em 21 de abril de 2001. Disseram pensar que era um mendigo.

A pretensa justificativa nos choca tanto quanto as pancadas sofridas pela trabalhadora. Nos mostra, mais uma vez, como as classes populares são vistas pela juventude de classe média e alta. É esse mesmo sentimento que justifica a existência de um carro blindado PM que se chama caveirão e também a tortura de qualquer preso nas delegacias policiais, às vezes apenas suspeitos, desde que sejam pobres.

O crime de Barra da Tijuca merece todo o destaque que a ele tem sido dado pelos meios de comunicação e exige dos militantes dos movimentos de direitos humanos uma grande firmeza para impedir que fique impune.

Não nos esqueçamos. No Brasil, cadeia é para pobre e de preferência, negro.

Ataques freqüentes

Prostitutas e travestis que passam as madrugadas na Avenida Lúcio Costa (antiga Sernambetiba) viraram alvos freqüentes de violentos jovens de classe média alta da Barra. De acordo com as vítimas, os agressores costumam agir em grupo e as atacam nos pontos de ônibus.

— Essas agressões são comuns. Há poucos meses eu estava grávida e, apesar disso, não me pouparam. Fui espancada porque não quis fazer sexo com quatro rapazes que estavam em um carro — contou uma garota de programa.

Quando não espancam suas vítimas, os jovens utilizam outros meios para ferir prostitutas e travestis. Há relatos de pessoas que foram atingidas por pedradas e latas de bebidas.

— Eles também gostam de descarregar extintores de incêndio em cima da gente. Isso acontece sempre e a polícia não faz nada, até acha graça — afirmou um travesti.

Agressões foram testemunhadas por um frentista.

— A todo momento chegam grupos ao posto em que trabalho para comprar extintores. Eles usam o equipamento para atacar as prostitutas — disse.

Ela é feita para apanhar?

A Superintendência dos Direitos da Mulher Estado do Rio de Janeiro, especialistas das áreas de Justiça, Segurança e Direitos Humanos, Movimento Feminista e de Mulheres se encontram nesta quinta-feira, dia 28, no debate ‘Ela é feita para apanhar’? Vai ser no Cedim, que fica na Rua Camerino, nº 51, no centro do Rio.

Fonte: Boletim O Mosquito – Ano I – N.º 0



FARME DE AMOEDO: TERRITÓRIO LIVRE by Página do Microcrédito
fevereiro 15, 2007, 1:33 pm
Filed under: Eventos

Recebi essa convocatória e encaminho abaixo. Parece que a violência em nossas ruas não tem limites…

Particpe do Ato Público contra homofobia e pela paz neste sábado dia 17/02, às 14 horas, na Praia de Ipanema, em frente à rua Farme de Amoedo. Presença de ativistas, grupos GLBT, movimentos de direitos humanos, personalidades e representante do poder público.

O Grupo Arco-Íris convoca a todos e todas cidadãos e cidadãs a dizer um grande basta à violência, perseguição e homofobia no Rio de Janeiro.

Nos últimos dias temos visto pela imprensa e recebido denúncias da ação de membros de uma gangue em Ipanema, auto-intitulada Farmeganistão. Os mesmos vêm ameaçando a comunidade de GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) com bandeiras e distribuição de camisetas com o objetivo concreto de agredir e intimidar os homossexuais que freqüentam a rua Farme de Amoedo e os seus arredores, em Ipanema. Numa tentativa arbitrária de coibir o direito constitucional de ir e vir, esses criminosos querem impor uma “Faixa de Gaza” na praia pública, limitando o que chamam de seu território e ameaçando aos homossexuais com agressões físicas, caso estes a ultrapassem. A gangue ainda anunciou que durante o Carnaval irão alugar um carro-pipa para “lavar” a Farme, no melhor estilo nazista de perseguição e limpeza eugenista.

O Grupo Arco-Íris já entrou em contato com as autoridades públicas e cobrou ações efetivas, sistemáticas e contínuas, para garantir a segurança da comunidade GLBT, não só durante o Carnaval, mas durante todo o ano.

Se você não se conforma com a violência e intolerância que impera no Rio de Janeiro, está na hora de dizer um BASTA!!!

Lute pela sua cidadania. Participe!

A FARME É DE TODOS/AS!!!

Grupo Arco-Iris de Conscientização Homossexual